A partir do contrato de serviço firmado entre essas duas grandes corporações, os aviões que pousarem no Aeroporto Internacional de Brasília receberão energia limpa.

No vai e vem dos aeroportos, de pessoas e aviões chegando e partindo, poucos param para pensar no funcionamento das estruturas e operações, na quantidade de energia consumida e na emissão de carbono emitido nesses locais. Poucos sabem que quando uma aeronave pousa para efetuar o embarque e desembarque de passageiros, ela precisa continuar com seus sistemas funcionando. Precisa de eletricidade para os equipamentos internos e ar condicionado para os usuários. Geralmente, geradores à diesel são utilizados para fornecer essa eletricidade aos aviões, provocando uma grande quantidade de emissão de CO2 na atmosfera. Assim era o sistema de abastecimento de energia das aeronaves no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, até pouco tempo, quando a Inframerica e a ENGIE fecharam uma parceria que vai além de um simples contrato de serviços.

A Inframerica é, hoje, a maior operadora mundial em número de aeroportos: atua em dois aeroportos no Brasil e 52 no mundo, e, há 7 anos, detém a concessão do Aeroporto Internacional de Brasília. Já a ENGIE está presente em 70 países e atua no Brasil há mais de 20 anos, gerando e administrando energia limpa e renovável, além de ser líder mundial em eficiência energética. Ambas têm um objetivo comum: reduzir as emissões de carbono e contribuir para a construção de smart cities, acelerando o desenvolvimento sustentável.

O contrato

A partir do contrato de serviço firmado entre essas duas corporações, a ENGIE passa a oferecer energia limpa para abastecer os aviões que pousarem naquele Aeroporto. Através do sistema implantado, será possível que as aeronaves desliguem seus geradores internos à querosene, ajudando na descarbonização do aeroporto. Serão menos 20 mil toneladas de CO2 sendo emitidos e uma redução considerável na queima de combustível, além de uma importante redução de ruído.

A solução implementada provê a energia elétrica necessária, de 400Hz, e ar pré-condicionado, o PCA, usando a própria energia que a ENGIE já fornece ao aeroporto, que vêm de fontes renováveis, eliminando, assim, a emissão de carbono no aeroporto.

Segundo Roberto Luiz, diretor de Negócios Aéreos da Inframerica, a ENGIE foi contatada durante um processo de busca e seleção de empresas para implantar os sistemas de fornecimento de energia no Aeroporto de Brasília.

“Vimos ali uma oportunidade de aproveitar a energia fornecida ao aeroporto, para alimentar a energia das aeronaves em solo. A ENGIE vai fornecer energia limpa aos aviões, ajudando na descarbonização dos aeroportos. Somos uma empresa comprometida com a sustentabilidade e queremos colaborar nessa união de forças de todo o mundo para zerar a emissão de carbono até 2030.”

Soluções sustentáveis

As soluções da ENGIE são direcionadas a ajudar gestores a construírem cidades inteligentes e sustentáveis e, sendo assim, conforme declara Roberto Luiz, “não haveria empresa mais qualificada para auxiliar nessa transição energética”.

Ainda de acordo com o diretor e Negócios da Inframerica, a ENGIE foi essencial, desde o início, no desenvolvimento da melhor solução zero-carbono para o Aeroporto. Além de realizar um diagnóstico detalhado e oferecer serviço de consultoria, ajudou na construção de uma solução inovadora e sustentável, tornando possível a implementação do projeto.

“Eles entregam e instalam os equipamentos, fazem a manutenção, atendem KPI’s e oferecem uma solução ‘turnkey’. Nosso objetivo, agora, é replicar este projeto para outros aeroportos, tanto no Brasil, quanto no exterior. Confiamos na capacidade técnica da ENGIE e, sem dúvidas, é uma parceria a longo prazo”, conclui Roberto Luiz.

Certamente, este é o tipo de negócio onde todos ganham: tanto as empresas envolvidas, quanto os usuários e a população.