As usinas sucroenergéticas produzem energia limpa em grande escala a partir de tecnologias renováveis. A atratividade do etanol de cana-de-açúcar e a bioeletricidade gerada com base no bagaço de cana foram os grandes determinantes das decisões de investimento do setor na última década.

Atualmente já existem usinas e entidades trabalhando em pesquisa e desenvolvimento de biogás e biometano oriundos também dos subprodutos da cana, tais como torta de filtro, vinhaça, resíduos de moagem e folhas. O objetivo é aproveitar essa produção como combustível de uso veicular na frota da empresa, como injeção na rede de distribuição de gás, como créditos em geração distribuída na rede elétrica ou mesmo como cogeração de energia.

Empresas apostam na produção de biogás

Desde a década de 1980 as empresas no Brasil pesquisam o aproveitamento deste subproduto para geração de biogás, porém sempre encontraram barreiras na estruturação dos projetos. Problemas que vão desde o retorno financeiro frente a outras fontes de energia mais baratas, passando até a dificuldades na escala produtiva, estão entre os desafios a serem superados.

No Brasil, grandes empresas têm investido na tecnologia de conversão dos subprodutos. Já existem projetos em operação produzindo cerca de 138.000 MWh/ano de bioeletricidade a partir destes resíduos, e outros de grande potência a serem comissionados nos próximos meses.

Outro ponto importante a ser considerado nessa revolução é a possibilidade das usinas substituírem o diesel em sua produção ou em sua frota veicular. Desse modo, podem aumentar sua nota no RenovaBio, compensando as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e atingindo as metas de descarbonização, gerando CBios.

Setor pode criar energia renovável em grande escala

De acordo com dados apresentados na Conferência Internacional Datagro de 2019, o setor sucroenergético apresenta um potencial de gerar 56 milhões de metros cúbicos de biometano por dia. Esta quantidade representa 10.565 MW, ou 75% da capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu. O volume de produção de biometano poderia também substituir 50% do consumo de diesel do setor agropecuário.

Todo esse potencial e iniciativas demonstram a importância da evolução dessa solução em nossa matriz energética. Ainda não temos escalabilidade, porém, com investimentos, pesquisas e segurança contratual, em pouco tempo este setor será responsável por atender a demanda crescente por energia descarbonizada, eficiente e econômica.

A ENGIE Soluções trabalha com alternativas de geração de energia sustentáveis atuando diretamente na demanda de cada empresa com gerenciamento, monitoramento, eficiência e segurança energética.

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Texto produzido por Charles Bispo

 

Charles Bispo, Gerente comercial de soluções da ENGIE