A demanda por energia cresce em todo o mundo e é um dos maiores desafios nos diferentes tipos de negócio. Paralelamente, a consciência ambiental torna-se cada vez mais necessária e urgente ratificada pelas ambiciosas metas de redução de emissões de CO2 da ONU (Organização das Nações Unidas). 

Mas em meio a toda essa discussão, como podemos reduzir os custos e elevar a produtividade utilizando energias renováveis para clientes conectados em média e baixa tensão como a Pink Farms – primeira fazenda urbana vertical da América Latina – apresentada no terceiro vídeo da série ENGIE e o Agronegócio?

Consumidor com demanda inferior ou igual a 500 kW

Se esse é o seu caso, uma das possibilidades é gerar sua própria energia utilizando fontes renováveis por meio da microgeração distribuída – quando a central geradora tem potência de até 75 kW – e minigeração distribuída – quando a potência é maior que 75 kW e menor ou igual a 5 MW.

Caso a quantidade de energia gerada em um mês seja superior à energia utilizada naquele período, o consumidor fica com créditos para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as regras da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o prazo de validade dos créditos é de 60 meses, permitindo o abatimento do consumo nesse prazo entre outras unidades do mesmo titular, desde que situadas na área de atendimento da mesma concessionária. 

Um exemplo é o da microgeração por fonte solar fotovoltaica: durante o dia, a energia gerada adicionalmente pela usina solar é devolvida e injetada na rede; à noite, a distribuidora atende a unidade consumidora e supre suas necessidades. Portanto, a rede funciona como um armazenamento de créditos, que utiliza o excedente gerado durante o dia. No agronegócio, por exemplo, podemos citar uma fazenda em Goiás B3 (baixa tensão) que obteve payback em 3 anos e 9 meses, reduzindo sua conta de energia elétrica de R$ 8.417,08 para R$ 123,70.

A ANEEL criou ainda a figura da geração compartilhada, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Como aderir a Geração Distribuída

O consumidor é responsável pela instalação de micro ou minigeração distribuída. E para isso é fundamental contar com especialistas preparados para analisar a relação custo/benefício em todo o processo, com base em diversas variáveis, como: tipo da fonte de energia (painéis solares, turbinas eólicas, geradores a biomassa etc), tecnologia dos equipamentos, porte da unidade consumidora e da central geradora, localização (rural ou urbana), valor da tarifa à qual a unidade consumidora está submetida e condições de pagamento/financiamento do projeto.

Para clientes conectados em baixa tensão (grupo B), será devido o pagamento referente ao custo de disponibilidade – valor em reais equivalente a 30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico). 

Consumidor com demanda igual ou superior a 500 kW

Nesse caso o consumidor tem a possibilidade de migrar para o Mercado Livre de Energia, um ambiente onde empresas negociam energia elétrica livremente entre geradoras e comercializadoras, e contam com diversas vantagens, como: amplo poder de escolha, maior competitividade, flexibilidade na negociação e previsibilidade de custos.

Aqui podemos citar o case de sucesso de uma empresa familiar de porte médio com 500 kW de demanda, do ramo alimentício de beneficiamento e ensaque de arroz, com Fator de Carga (FC) médio de 0,7 (indicador que mede a uniformidade com que a energia elétrica é consumida), que utiliza cerca de 350.000 kWh por mês, localizada no Rio Grande do Sul.

Com nossa equipe de consultoria especializada e dedicada, o cliente atingiu o saving médio de 33%, número expressivo, considerando que hoje no mercado ele gira em torno de 10 e 20%. Financeiramente, isso representa um acúmulo de R$ 582 mil em 13 meses, sem considerar impostos.

Há ainda os modelos de contrato de energia incentivada sem carbono, que podem assegurar a entrega de energia advinda de fontes limpas associadas a empreendimentos de geração PCH (Pequena Central Hidrelétrica), eólicas, solar etc. Nesses casos é possível ainda oferecer o produto de certificação da energia incentivada (I-REC) e vender créditos de carbono. 

Como ter energia renovável com pouco espaço físico?

Se você não dispõe de espaço físico para instalação de um parque de geração, a solução pode ser a parceria para uso de energia renovável com empresas especializadas no assunto. Nesse caso você pode ter uma demanda contratada inferior ou superior a 500 kW, e a solução utilizada dependerá se você está no Mercado Cativo ou no Mercado Livre de energia

Caso esteja no Mercado Cativo, a solução pode ser gerar sua própria energia por meio da modalidade de autoconsumo remoto, onde a geração é feita de forma remota e os créditos são abatidos nas Unidades Consumidoras desejadas; e se estiver no Mercado Livre, é possível contratar para sua empresa energia gerada por parques que utilizam fontes renováveis, como solar e eólica.

Um exemplo é a L´Oréal Brasil. A empresa, que está no Mercado Livre, obtém energia 100% renovável produzida no Conjunto Eólico da ENGIE, localizado no município de Trairi (Ceará), e abastece as fábricas, Centros de Distribuição, o Centro de Pesquisa e a sede da L´Oréal Brasil, evitando a emissão de 7.000 toneladas de CO2 na atmosfera, o equivalente ao plantio de mais de 43.000 árvores. 

>> Assista ao minidocumentário ENGIE e L’Oreal Brasil aqui

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Texto produzido por Laura Hartmann

Laura Hartmann
Laura Hartmann é executiva de contas na ENGIE Soluções desde 2016, responsável pelo atendimento ao cliente e pelo gerenciamento e negociação de contratos do mercado de energia. Formada em Engenharia Elétrica pela PUC-RS, cursa atualmente MBA em Liderança, Inovação e Gestão na mesma instituição.