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8 de março de 2021

Com a crise pandêmica global gerada pela covid-19, as discussões sobre segurança sanitária se tornaram mais enfáticas e urgentes, e uma das questões colocadas em pauta, no ano passado, foi sobre o uso de ar-condicionado em ambientes fechados. Será que esses sistemas de refrigeração agravam a propagação do vírus pelo ar?

Se algumas ações não forem realizadas de forma preventiva, a resposta para a pergunta acima é “sim”. A orientação das autoridades sanitárias e de saúde, em alguns casos, é simples: ou substitui-se o aparelho pelo ventilador ou passa-se a usá-lo com janelas e portas abertas, garantindo a circulação do ar.

No entanto, existem ramos de atividade em que o controle climático não é apenas uma questão de conforto, mas uma exigência setorial. É o caso da indústria farmacêutica, que trabalha com rígidos controles de refrigeração para garantir a eficiência dos equipamentos, a qualidade do ar e a temperatura adequada dos produtos, principalmente os termolábeis.

Fator de segurança para as indústrias farmacêuticas

Os termolábeis são produtos sensíveis à temperatura e precisam de tratamento especial em toda a sua cadeia produtiva: da fabricação à distribuição. Se o armazenamento não for realizado corretamente em todas as etapas, sem quebra na cadeia de frio, esses insumos podem ter sua qualidade e eficácia prejudicadas, colocando em risco a saúde do usuário.

Entende-se, assim, que, para esse setor, os sistemas HVACR são imprescindíveis para a operação. Porém, mais do que ter um sistema de climatização funcionando, as farmacêuticas necessitam que eles funcionem da forma correta, seguindo todos os requisitos sanitários e protocolos de prevenção recomendados pela ABRAVA (Associação Brasileira de Ar-Condicionado, Refrigeração, Ventilação e Aquecimento).

Além das recomendações da ABRAVA para os sistemas HVAC-R, existem as regulamentações específicas, direcionadas às farmacêuticas, que estabelecem as temperaturas, os níveis de impurezas e até os tipos de filtros que devem ser usados em cada ambiente.

Tem certeza de que seu sistema HVAC-R está funcionando de maneira correta?

Segundo a ABRAVA, quatro itens são determinantes para a garantia da qualidade do ar e para o controle de contágio viral. São eles:

  • Renovação do ar – ventilação, circulação e diluição do ar no ambiente evitam a concentração de poluentes, fator prejudicial à saúde dos usuários
  • Filtragem – o processo possibilita a retenção de partículas e microgotículas que podem carregar poluentes ou micro-organismos bacterianos, virais ou fúngicos, entre outros
  • Controle de temperatura e umidade – ação promovida por sistemas automatizados integrados ao HVAC-R, imprescindível no setor farmacêutico, pois mantém a cadeia de frio e garante a manutenção de todas as propriedades dos fármacos, inibindo a proliferação de organismos perigosos à saúde
  • Monitoramento da qualidade do ar – processo possibilitado pela automação de alguns sistemas integrados, que mantêm o nível de CO dentro dos índices determinados para ambientes. Ele garante a qualidade do ar respirado

Essas são ações de suma importância na indústria farmacêutica, e sua implementação só é possível com a contratação de serviços especializados de manutenção preventiva.

Critérios exigidos para climatizadores

São os serviços especializados, oferecidos por empresas com larga experiência no mercado, que garantem a execução de critérios indicados em políticas públicas específicas de regulamentação sanitária, seja promovendo o uso racional dos climatizadores ou as boas práticas no trato com produtos farmacêuticos em toda sua cadeia produtiva.

No PMOC (Plano de Operação, Manutenção e Controle) do ar-condicionado, publicado em 2018, como parte integrante das diretrizes aprovadas pela Lei nº 13.589, por exemplo, são apresentados os parâmetros para a qualidade do ar. 

Na Regulamentação foram determinados, pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os níveis máximos de concentração de poluentes e micro-organismos em ambientes com climatizadores com capacidade superior a 5 TR.

Regulamentação para cadeia de frios

A Anvisa publicou, em 2019, a Resolução nº 304, que trata das “Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e de Transporte de Medicamentos”. A medida traz um parágrafo específico para medicamento termolábil, com recomendação de temperatura máxima de armazenamento de produtos igual ou inferior a 8 °C.

Segundo o último registro da Organização Mundial de Saúde (OMS), feito em 2015, aproximadamente 50% das vacinas produzidas no mundo chegam aos seus destinos deterioradas, devido a problemas de armazenamento durante a logística. A maior falha está no controle da temperatura, que soma 40% das perdas.

No Brasil não há estudos recentes semelhantes, mas há dez anos registrava-se no país um desperdício anual de 20% dos medicamentos produzidos, conforme dados da Anvisa. As principais causas dessa perda eram ineficiência no transporte e armazenamento de produtos, principalmente relativos a materiais biológicos. 

Tanto o setor de produção quanto o de logística e comércio especializado em produtos de saúde precisam lidar com a estocagem desses insumos da forma correta, pois um erro nesse processo pode significar a perda não apenas de estoque ou de dinheiro, mas, principalmente, de vidas.


Entenda como a ENGIE pode facilitar esse processo de armazenamento

A gestão adequada da cadeia de frio pode evitar prejuízos materiais e humanos. A manutenção periódica, com limpeza mensal, troca de filtro e uso da filtragem certa, é uma ação básica que já garante um bom desempenho dos sistemas de climatização industriais, com eficiência e segurança.

“A limpeza em sistemas de climatização é vital para garantir a qualidade do ar. Com ela, eliminam-se as impurezas, evita-se a formação de fungos e bactérias e reduz-se a contaminação por vírus. Já a manutenção garante a produção de frio com menor consumo elétrico, eficiência energética e segurança operacional”, explica Marcelo Monteiro, especialista em condicionamento de ambientes e refrigeração da ENGIE.

Se a empresa quiser agregar valor e gerar economia otimizando consumo, o mercado disponibiliza ferramentas automatizadas que permitem, também, o monitoramento da energia, com controle de cargas e de emissões de carbono, além da programação horária do ar-condicionado em uma ou mais unidades consumidoras.

Automação: sistemas inovadores oferecem economia e sustentabilidade

A automação industrial é uma tendência mundial e a marca da indústria 4.0. Ela gera eficiência nos sistemas, agiliza processos e reduz custos com energia, atendendo aos maiores desafios dos segmentos industriais que dependem de refrigeração ou aquecimento nas suas atividades fabris.

Soluções baseadas na integração de dados também estão entre as inovações da indústria 4.0. Poder acessar dados do seu consumo e das emissões, com relatórios em tempo real, ou mesmo programar o liga/desliga dos climatizadores remotamente são algumas das praticidades destas tecnologias inteligentes.

A ENGIE oferece esses benefícios com um diversificado portfólio de soluções energéticas inovadoras, como o Follow Energy, um sistema inteligente, automatizado, de gerenciamento e monitoramento de energia e utilidades (água, gás e óleo), indicado para consumidores de média e alta tensão.

“Além de evitar desperdícios e diminuir os consumos e gastos da empresa, oferece ao empresário a possibilidade de iniciar sua transição energética, com uma ferramenta sustentável e que promove o uso consciente de energia”, destaca Matheus Amorim, diretor comercial da ENGIE Soluções.