O sol é uma das fontes de energia renovável mais utilizada no mundo todo e com perspectiva de ser a maior, em apenas 15 anos. O relatório internacional Statkraft Baixas Emissões – Cenário 2020 prevê que, a partir de 2035, a energia solar será a maior tecnologia utilizada para a geração, ultrapassando a eólica, hidrelétrica, carvão e gás.

Desde a década de 70, quando os choques do petróleo elevaram absurdamente os preços dessa commodity e afetaram, em cascata, as economias mundiais, que as pesquisas com o uso do sol para a produção de energia aceleraram e ganharam força.

Paralela às questões econômicas, surgiram os debates sobre o impacto climático no meio ambiente. As emissões desenfreadas de gases do efeito estufa (GEE) geradas, majoritariamente, pelo consumo descontrolado de energia à base de combustíveis fósseis, colocavam em risco a sustentabilidade do planeta.

Com os preços dos combustíveis à base de petróleo subindo sem parar e sendo essa a matriz energética dominante nos países industrializados, era urgente e necessário buscar alternativas que reduzissem a dependência do “ouro negro”. E o sol surgiu como uma luz no fim desse túnel, com toda a sua abundância e inesgotável produção.

Cinco décadas depois, é a partir desta matriz, limpa e renovável, que uma grande variedade de sistemas, aparelhos, equipamentos e motores, no meio urbano e rural, são abastecidos. Mesmo consumidores isolados da rede elétrica podem produzir eletricidade em grande escala, através de redes de distribuição.

Especialista aponta crescimento de GD no Brasil

A matriz energética brasileira é basicamente hídrica e a solar se tornou um importante complemento: enquanto os sistemas fotovoltaicos geram energia, as hidrelétricas retêm água, descarregando em horários convenientes e otimizando o sistema, num todo.
A tendência mundial é o desenvolvimento maciço de aplicações em energia solar, principalmente no Brasil, onde as condições naturais favorecem e colocam o país em vantagem em relação aos demais.

Localizado próximo à linha do Equador, privilegiado pelos índices de irradiação solar e dimensões continentais, o Brasil tem grande potencial para estar entre os líderes mundiais neste setor, mesmo com algumas barreiras institucionais, técnicas e políticas.
Segundo Fabrício Colle, gerente nacional de Produtos e Serviços em GD na ENGIE, a tecnologia está se tornando cada vez mais acessível e a tendência é que o volume de geração solar fotovoltaica aumente. “Muita coisa vai mudar. E o fato é que a energia solar continua sendo economicamente interessante e complementar”, pontua.

Os números ratificam as previsões do especialista, com mais de 20 anos no mercado de energia solar. É esperado que, até 2030, 20% da eletrificação brasileira seja proveniente de fontes solar e eólica. Até 2050, esse percentual poderá chegar a 35%, de acordo com previsões do estudo da Statkraft.

Por ser a conta de energia elétrica uma das que mais pesa no orçamento, as usinas solares surgem como uma alternativa sustentável e econômica. Elas também permitem ao empresário, através da autoprodução, segurança energética e produtividade, além da oportunidade de investir em outros setores do negócio, com os recursos economizados com eletricidade.
“A facilidade adquirida no processo de solicitação de acesso, somada à redução dos custos de instalação, manutenção dos sistemas e possibilidade de parcerias de negócios a longo prazo, tornou a tecnologia fotovoltaica altamente atrativa aos investidores”, complementa Colle.

Mercado crescente com descentralização latente

Com o potencial crescimento do mercado fotovoltaico, aumento de oferta e fartas possibilidades do uso da energia solar, a questão passou a não ser mais o preço ou o acesso ao sistema, mas a melhor forma de se investir na geração deste insumo complexo, sustentável, com benefícios variados.
Fabrício Colle concorda com o fato indiscutível de que a energia solar está crescendo no Brasil, mas acredita que sua descentralização ainda é algo latente.

“Vivemos o momento dos ‘3Ds’ da transição energética – descarbonização, digitalização e descentralização – o caminho do setor energético mundial é a geração descentralizada. Isso significa mais energia renovável sendo gerada, através de pequenas e grandes usinas, com mais indústrias e outros grandes consumidores utilizando a energia solar gerada no próprio ponto de consumo ou de forma remota, trazendo mais competitividade e previsibilidade operacional para o negócio, com sustentabilidade e integrados ao ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa)”.

De fato, se comparado com a evolução da telefonia; que abriu as portas para a inovação com os celulares, em vez de se prender a uma rede fixa para a prestação do serviço; o desenvolvimento da infraestrutura elétrica de países como o Brasil pode estar mesmo na geração descentralizada. E o mercado urge por essa quebra de paradigma no setor de energia.

Como negociar energia solar em um mercado comoditizado?

Segundo o executivo, o mercado de geração solar tornou- se muito competitivo no Brasil, um segmento muito comoditizado, com milhares de empresas trabalhando, grandes e pequenas, todas disputando o mesmo espaço.

“Seja oferecendo serviços ou ativos, muitas empresas nasceram vendo neste filão uma grande oportunidade de negócios. Hoje, o produto e o processo são commodities. Todos sabem o que as pessoas pagam pelo equipamento ou quanto custa um serviço no mercado”.

Mas como atrair a atenção do consumidor de energia que deseja investir em geração solar, dentro de um mercado comoditizado? O setor industrial, por exemplo, que busca economia e sustentabilidade, nem sempre quer investir alto em sistemas e serviços complementares, que não estejam diretamente ligados ao seu core business. Outros, querem retorno rápido no investimento. E, assim, acabam buscando alternativas mais em conta, de forma autônoma, para alcançar resultados que dificilmente terão, indo por essas vias.

“O que vai atrair esse grande consumidor e investidor, que quer fechar um contrato para a instalação de 30, 60, 70, 100 MW em ativos de geração, é o diferencial. E quais diferenciais são esses? A bancabilidade, a garantia de performance da usina, a solidez financeira, o know-how, o compliance…”, responde Fabrício Colle.

Esses são exatamente os diferenciais que a ENGIE tem oferecido. O que explica o fato de se manter como uma das líderes no mercado.
“Somos uma empresa S/A, listada, consolidada no setor e que entregamos um produto e um serviço de qualidade, além da expertise acumulada no desenvolvimento de milhares de instalações por todo o território nacional”, diz Colle

ENGIE: diferencial nas soluções em energia e parceria de negócios

A ENGIE atua há mais de 20 anos no Brasil, gerando, comercializando e distribuindo energia, além de oferecer soluções inovadoras e sustentáveis. No mercado de energia solar, a empresa oferece tecnologia de ponta, se encarregando do projeto, da instalação e manutenção dos equipamentos e do sistema fotovoltaico, dando ao cliente um atendimento customizado e completo.

Apesar de ainda ter muita gente querendo ser dona do próprio ativo de geração, existe um movimento inovador no mercado, onde o investimento indireto em infraestrutura surge como uma alternativa inovadora e que é tendência na Europa: o Energy as a Service.

Nesse modelo, quem quer usar energia solar não precisa comprar e instalar usinas fotovoltaicas, algo que demanda um alto investimento inicial. Com o EaaS, a indústria tem a ENGIE como parceira de negócios no desenvolvimento do projeto, na construção da usina e no fornecimento de energia, sem que seja necessário o investimento nesta infraestrutura.

“Disponibilizamos uma parceria de negócio de médio e longo prazo ao cliente, através do EaaS. Nesta modalidade, a ENGIE viabiliza o investimento, entregando um benefício imediato ao cliente, com a possibilidade de transferência do ativo ao final do prazo contratual”, indica Colle.

“Damos ao cliente, a possibilidade de ele ter o benefício do uso do ativo renovável, da redução dos custos com energia, da redução das emissões de CO2 e do fortalecimento da marca. O mercado está mudando e é preciso acompanhar esse movimento. Os consumidores procuram maior independência e enxergam na geração solar essa oportunidade”, conclui o gerente da ENGIE.