Ocupando a 7ª posição na matriz energética brasileira, a energia solar fotovoltaica movimentou cerca de R$ 9 bilhões, somente em 2018. Em fevereiro de 2019 ultrapassou a marca de 2,5 GW de capacidade instalada, e ao que tudo indica, continuará crescendo.

Com este cenário econômico e a procura pela fonte de energia renovável para reduzir custos e diminuir as emissões de gases de efeito estufa, governo, bancos e cooperativas têm oferecido linhas de financiamento direcionadas ao mercado agro.

A energia elétrica é considerada um dos insumos essenciais de maior custo para os produtores rurais, poder contar com incentivos financeiros que reduzam o valor do desembolso inicial e ofertam as melhores condições para custear um sistema fotovoltaico é garantir economia de até 90% na conta de luz, durante 25 anos.

Para compreender um pouco mais a dimensão dessa economia, vamos falar sobre o case de sucesso de uma fazenda produtora de mirtilos, localizada no município de Itá no oeste catarinense, a Itaberry Frutas Finas.

Com a instalação do sistema solar fotovoltaico, será possível economizar até R$ 48.900,00 somente no primeiro ano de operação. Com esse montante, a fazenda poderá realizar outros investimentos para aumentar ainda mais a produção.

Opções de financiamento para o agronegócio

PRONAF

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é uma iniciativa governamental focada em pequenos agricultores que inclui o financiamento de sistemas fotovoltaicos de até R$ 300 mil. As taxas de juro variam entre 2,5% e 5,5% ao ano e o produtor rural começa a pagar após 36 meses da aquisição do crédito.

INOVAGRO

O Inovagro é um crédito oferecido pelo Banco do Brasil com a finalidade de apoiar os produtores rurais no aumento da produtividade e melhorias de gestão.

Nessa proposta estão os sistemas fotovoltaicos para geração de energia alternativa para consumo próprio, desde que o projeto seja compatível com a necessidade de demanda energética da atividade produtiva instalada na propriedade rural.

BNDES

A linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece até 80% do custo da obra com uma taxa de juros de aproximadamente 5% ao ano, sendo adequado a grandes projetos de energia fotovoltaica.

Para explicar detalhadamente sobre energia solar e linhas de financiamento para o agronegócio, a ENGIE preparou um ao vivo no youtube com os especialistas ENGIE Charles Bispo e Fabrício Colle. Durante o bate papo foram apresentadas soluções, grandes cases de sucesso, além de responder dúvidas dos espectadores. Dê o play no vídeo abaixo:

Confira algumas perguntas realizadas ao longo da transmissão ao vivo:

Pergunta – Um produtor pequeno com potencial para 10 kWp, por exemplo, também consegue uma linha do BNDES com juros baixos, prazo de até 10 anos para pagar e 3 anos de carência?

ENGIE RESPONDE:

Em teoria sim, pois foi divulgado em 2017/2018 uma linha disponível pelo BNDES para clientes pessoa física interessados em energia solar, com repasse pelos bancos operantes do sistema BNDES, porém na prática o mercado desconhece alguém que tenha conseguido acesso a tal linha.

Pergunta – O payback normalmente fica dentro do prazo de pagamento do financiamento?

 ENGIE RESPONDE:

Sim! Se não estiver dentro do prazo do financiamento essa compra se torna insustentável. Normalmente ele se paga antes disso, a partir do terceiro ou quarto ano o benefício solar vai ser maior do que a parcela do investimento. Logicamente que isso varia muito de região e financiamento. Mas isso acontece sim!

Pergunta – Se falou em financiamento de juros de 0% a 8%. Quais as particularidades ou avaliações que são consideradas para conseguir o menor juro?

 ENGIE RESPONDE:

Tudo depende do perfil do produtor. Para que ele possa ter certeza da taxa de juro que vai conseguir, é necessário procurar uma agência de crédito de confiança junto com o gerente dele para entender o nível de enquadramento que ele tem e a partir disso buscar uma taxa o mais baixo possível.

A taxa de juro 0%, aqui para Santa Catarina, é considerada para limite financiável de até R$100 mil. No entanto, o produtor precisa buscar essa informação com quem operacionaliza o crédito na região dele.

Pergunta – Para o produtor rural, pessoa física, que tem seu projeto fotovoltaico acima de R$ 1 milhão, que queira financiar pelo FCO, ele é obrigado a usar produto nacional?

ENGIE RESPONDE:

A obrigação de comprar um produto nacional, depende do faturamento anual. Se o faturamento anual chegar a R$ 16 milhões ou mais, ele é obrigado sim a usar produto nacional.

Pergunta – Cooperados podem utilizar o PRONAF para financiar uma usina para uma cooperativa de agricultores, por exemplo?

ENGIE RESPONDE:

Não podem. O PRONAF é uma linha de financiamento para o produtor familiar. As cooperativas necessariamente precisam buscar as linhas de financiamento que foram direcionadas para elas.

Pergunta – A ENGIE dispõe de usina fotovoltaica para comercialização de energia no Nordeste? Existe projeto para implantação Maranhão?

ENGIE RESPONDE:

Nós atendemos o Brasil todo através de regionais e temos sim uma regional do Nordeste atuando desde 2018, inclusive a nossa maior planta de usina fotovoltaica fica no Nordeste.

Pergunta – ​O BNDS faz financiamento para usinas fotovoltaicas de uso comunitário, uso em outros CNPJs?

ENGIE RESPONDE:

O BNDES não costuma viabilizar financiamentos de usinas solares em geração distribuída através de consórcios (cooperativas) ou formação de SPE.

Pergunta – Quais são os fornecedores utilizados pela ENGIE?

ENGIE RESPONDE:

Todos os fornecedores da ENGIE são TIER 1 no mercado global. A ENGIE só trabalha com fornecedores de equipamentos e materiais de primeira linha mundiais e devidamente homologados internamente por nossos laboratórios.

Pergunta – Podem falar sobre malhas mistas PCH + eólica estabilizando a geração fotovoltaica?

ENGIE RESPONDE:

A fonte de energia mais estável dentro das fontes de energias renováveis é, sem dúvida, a hídrica. Durante as 24 horas do dia ela se manterá em um nível de estabilidade pré-programada com maior eficiência na rede elétrica. Todas as outras, incluindo a matriz energética, poderão ser consideradas como excelentes fontes auxiliares. Exceto a Biogás, que dependendo da biomassa que for utilizada terá um fornecimento de energia com uma boa constância e equidade, porém, com menor volume de entrega se compararmos com a hídrica. Todas as outras dependem de fatores climáticos que podem gerar inconstância na geração: ventos – radiação solar – marés etc.

Pergunta – Como faço para contratar para a minha empresa?

ENGIE RESPONDE:

O cliente poderá entrar em contato com a ENGIE pelas diversas plataformas digitais já existentes, sendo a mais funcional através do nosso simulador de energia. Um de nossos especialistas retornará o mais breve possível para responder eventuais dúvidas e colher maiores informações sobre o projeto, para envio da proposta comercial personalizada.

O prazo para implantação do sistema fotovoltaico depende de vários fatores, como localização, tamanho da usina, complexidade do projeto, tecnologia envolvida, acertos financeiros e etc. Mas podemos dizer que a implantação de um projeto para o segmento B2B leva em média 120 dias.