Focar na eficiência energética é o melhor caminho para uma indústria que busca sustentabilidade e economia. Com projetos de eficiência, abre-se um leque de opções para economizar energia e melhorar a performance. É possível eliminar perdas nas instalações elétricas a partir da organização do sistema, evitar fugas de correntes e manter o equilíbrio de fases.

Substituir motores antigos por outros, de alta performance, por exemplo, é uma ótima maneira de reduzir perdas de energia e colaborar com um maior desempenho na produção. A troca de climatizadores obsoletos pelos modernos sistemas HVAC-R, além de proporcionar uma economia de até 30%, melhora as condições de trabalho.

As soluções e possibilidades de economia são inúmeras, mas os benefícios gerados com a eficiência energética vão além do campo financeiro e tecnológico. A sustentabilidade é um dos grandes resultados alcançados com esses projetos, dentro e fora dos portões das fábricas. Eles refletem no core business, no meio ambiente e na sociedade.

Indústrias com selo sustentável atraem investidores e consumidores

Para o setor industrial, ser reconhecida no mercado como uma empresa sustentável, é de suma importância para os negócios. Estudos mostram que os investidores e consumidores atuais priorizam marcas e produtos comprometidos com causas sociais e ambientais.

A WGSN, empresa especializada em tendências de consumo, publicou um estudo sobre o novo consumidor em 2021 e apontou três características que estão tomando conta dos consumidores: empatia, autenticidade e comprometimento em longo prazo com a responsabilidade social corporativa.

“Quanto mais engajadas estiverem com as questões de sustentabilidade, mais as empresas serão vistas como eficientes, ficarão bem posicionadas no mercado e terão um retorno financeiro de longo prazo”, afirma o presidente do Conselho Técnico-consultivo do CDP América Latina, Celso Funcia Lemme.

No mercado investidor, empresas integradas ao ESG também vêm recebendo uma maior atenção por estarem associadas a negócios sólidos, com baixo custo de capital e melhor resiliência contra riscos associados ao clima e à sustentabilidade.

Energia solar é um agente de crescimento industrial 

Por ser a conta de energia elétrica uma das que mais pesam no orçamento fabril, as usinas solares surgem como uma alternativa de energia limpa que faz uso das suas características específicas para trabalhar com mais eficiência energética, reduzindo custos, além de permitir ao empresário a autogeração, mais ganhos na produção e oportunidade de investir em outros setores do negócio.

A facilidade adquirida no processo de solicitação de acesso, somada à redução dos custos de instalação, manutenção dos sistemas e possibilidade de parcerias de negócios em longo prazo, tornou a tecnologia fotovoltaica altamente atrativa aos investidores.

Outra motivação para a expansão das usinas solares nas indústrias é a possibilidade de integração a projetos de eficiência mais amplos e com melhores resultados. Na indústria de bebidas, por exemplo, o HVAC-R e o ar comprimido podem ser alimentados por fontes de energia solar, obtendo os mesmos resultados e tornando o processo de fabricação mais sustentável.

É uma boa forma de integrar soluções, utilizando uma energia limpa e econômica em sistemas cuja utilização responde por, praticamente, 40% do consumo nessas indústrias.

O HVAC-R também é essencial em aplicações na indústria alimentícia, onde a baixa temperatura garante a conservação de alimentos. A refrigeração, aliás, é uma constante preocupação para o setor. Uma queda no fornecimento do serviço pode gerar prejuízo – um risco que pode ser evitado com soluções híbridas de geração de energia.

Em um projeto híbrido, o sistema fotovoltaico é conectado à rede elétrica integrado a um sistema de armazenamento de energia inteligente, gerando, além da economia, maior confiabilidade para cargas prioritárias e autonomia.

Os projetos híbridos potencializam as vantagens já conhecidas do uso de fontes renováveis, como: menor custo por ser produzida no mesmo local de consumo, oferta constante, menor dependência de fontes externas e destinação ambiental correta.

Mas, se por algum motivo, a empresa não conta com a energia solar, existe a alternativa da compra no Mercado Livre de Energia. Esse tipo de negociação é, atualmente, a nova aposta das comercializadoras no Brasil. Segundo especialistas, a fonte fotovoltaica oferece preços cada vez mais competitivos e até inferiores, se comparado com outras fontes renováveis.

Quais as melhores soluções para melhorar a eficiência energética? 

Dados da CNI apontam que motores elétricos, refrigeração, ar comprimido e iluminação representam mais de 50% dos custos com energia nas empresas. São ativos que, se não forem usados da forma correta, com uma gestão de energia feita por um especialista em eficiência energética, não performam como deveriam.

Motores de alta eficiência energética; iluminação adequada ao ambiente e às suas rotinas de produção; tipo certo de resfriamento industrial, seguindo protocolos de manutenção preventiva; e sistemas de ar comprimido integrados a mecanismos de eficiência energética são algumas soluções que melhoram o desempenho, oferecem economia e reduzem emissões de GEE.

“Ineficiência é sinônimo de desperdício. O que não é uma novidade para os gestores de manutenção, que, além de equipamentos ineficientes, muitas vezes têm que lidar com maquinário fora da vida útil, planos de manutenção complexos e custosos. Isso sem falar nas paradas programadas de longa duração e alto risco”, enumera Márcio Mattos, head de Soluções Integradas da ENGIE.

EaaS: nova forma de investir em inovação sem custos para a indústria

Geralmente, para empresas que têm a transformação energética como meta, o investimento em infraestrutura eficiente tem uma boa recepção, mesmo com payback de longo prazo, pela sua análise diferenciada. É nesse grupo corporativo que o aluguel de ativos vem crescendo, alavancando consigo serviços nomeados como “as a service”.

‘Oferecemos como resultado a melhora dos indicadores de desempenho, sem que haja investimento por parte do  cliente”, diz Márcio Mattos, indicando o inovador modelo de negócios Energy as a Service (EaaS).

Nesse modelo, quem quer usar energia solar não precisa comprar e instalar usinas fotovoltaicas, algo que demanda um investimento inicial alto. Com o EaaS, a indústria tem a ENGIE como parceira de negócios no desenvolvimento do projeto, na construção da usina e no fornecimento de energia, sem que seja necessário fazer o investimento inicial no projeto. 

Para o retrofit de sistemas antigos, a ENGIE também disponibiliza essa parceria em longo prazo, tornando o negócio mais competitivo e gerando menos impacto ambiental com a redução de emissões de carbono. Pelo EaaS, ficam garantidas, também, a manutenção e a boa performance dos novos equipamentos e máquinas. 

“A ENGIE viabiliza o investimento, e o cliente arca apenas com os custos operacionais das soluções, trocando CAPEX por OPEX”, complementa Márcio.

Entre em contato conosco e saiba como aplicar soluções de eficiência na sua empresa. 

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