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13 de janeiro de 2021

Gerar a própria energia vem se tornando uma possibilidade cada vez mais explorada por grandes empresas. Além de reduzir custos e aumentar a previsibilidade com gastos, a medida também possibilita a redução da pegada de carbono, contribuindo assim para o atingimento de metas de crescimento sustentável.

Em linhas gerais, existem duas modalidades principais para que empresas possam gerar a energia elétrica que consomem: a Autoprodução e a Geração Distribuída. Entretanto, para que se possa entender qual opção mais adequada para cada negócio, é preciso compreender as principais diferenças entre as duas alternativas que podem ser utilizadas.

Quem pode aderir à Autoprodução e à Geração Distribuída?

Ambas são modalidades de geração própria de energia elétrica, mas para consumidores que estão em diferentes ambientes de contratação. A Autoprodução está vinculada ao agente “autoprodutor de energia elétrica”, consumidor de energia que está no Ambiente de Contratação Livre (conhecido como mercado livre de energia) e que também possui uma ou mais usinas que geram energia para seu próprio negócio. Como este agente é um consumidor de grande porte —  como uma indústria, por exemplo —  ele deve estar necessariamente conectado em média ou alta tensão (Grupo A). Portanto, a caracterização de Autoprodução é válida somente para consumidores no mercado livre. 

Por outro lado, a Geração Distribuída (GD) é uma modalidade que se aplica exclusivamente para consumidores que estão no Ambiente de Contratação Regulado, também conhecido como mercado cativo de energia. Aqui, os consumidores contratam energia diretamente da distribuidora e podem estar conectados em qualquer nível de tensão (tanto Grupo B quanto Grupo A), não sendo necessário que sejam grandes consumidores de energia. Farmácias, postos de gasolina, padarias, bancos e pequenas indústrias são exemplos de empresas que podem normalmente optar pela Geração Distribuída. 

Quais são as fontes de energia utilizadas nestas modalidades?

Enquanto não existem restrições da fonte de energia para a Autoprodução, na Geração Distribuída é necessário que sejam utilizadas fontes renováveis (como hidráulica, solar, eólica e biomassa) ou usinas enquadradas como cogeração qualificada, cuja fonte primária pode ser de origem não-renovável, como o gás natural. Apesar das amplas possibilidades, a escolha da fonte mais apropriada se dá em função de fatores como (i) benefícios relacionados ao tipo da fonte (por exemplo, descontos nos custos de conexão), (ii) disponibilidades tanto de área para construção da usina como do próprio insumo energético (ex: sol, vento, água), ambos relacionados com a localização da usina, e (iii) redução da pegada de carbono, uma vez que cada fonte possui seu próprio fator de emissões.

A usina precisa estar próxima do local de consumo?

Tanto na Autoprodução quanto na Geração Distribuída as usinas podem ser construídas não apenas próximas ao local de consumo, mas também em locais distantes de onde a energia é consumida. Há, contudo, algumas  limitações: enquanto na Autoprodução a usina pode ser instalada em qualquer lugar do país (em diferentes submercados, portanto sujeita à variação de preços entre submercados), na Geração Distribuída é necessário que a usina seja instalada na mesma área de concessão da distribuidora que fornece energia para as unidades que receberão os créditos da energia gerada. Ainda, é importante destacar que, para os diferentes modelos de negócios existentes dentro da Autoprodução e da Geração Distribuída, aplicam-se diferentes regras relativas a encargos setoriais, impostos e responsabilidades do consumidor.

Na Autoprodução, usinas no local ou próximas ao local de consumo são muito comuns quando são aproveitados resíduos industriais em termelétricas próprias —  como é o caso das indústrias de papel e celulose e do setor sucroalcooleiro, por exemplo. Já na Autoprodução distante da carga é comum a construção de usinas eólicas e fotovoltaicas, principalmente por estas fontes possuírem um maior rendimento energético em locais com mais vento e sol, normalmente distantes do local de consumo. No caso da Geração Distribuída, tanto em geração local quanto remota, predomina a fonte solar, em função da sua modularidade e baixa complexidade de instalação frente às outras fontes.


Existe um limite de potência para as usinas de cada modalidade?

Não existem limites de potência instalada para a Autoprodução, mas usinas de Geração Distribuída estão limitadas à potência de 5 MW, independente da fonte utilizada. Usinas próximas do local de consumo tendem a ter capacidade instalada menor em função da restrição de área, enquanto usinas remotas são geralmente de grande porte, normalmente construídas para atender múltiplas unidades consumidoras.

Então a geração de uma usina pode ser compartilhada entre várias empresas?

Em ambas as modalidades é possível compartilhar a geração de uma única planta entre múltiplas empresas. No caso da Autoprodução, existem modelos de negócios e arranjos societários distintos, cada um com seus benefícios e particularidades, devendo cada caso ser analisado individualmente para a identificação da melhor alternativa. Já no caso da Geração Distribuída, as modalidades de “Autoconsumo remoto” e “Geração compartilhada” permitem que usinas instaladas remotamente abasteçam unidades consumidoras da mesma empresa ou de empresas diferentes, respectivamente. Além destas, a modalidade de “Empreendimento com múltiplas unidades consumidoras” permite que, localmente, a geração da usina possa ser compartilhada entre unidades consumidoras que estejam num mesmo condomínio.

A energia gerada pela usina pode ser vendida?

O excedente de geração pode ser vendido apenas na Autoprodução, entre agentes do mercado livre. Já na Geração Distribuída, o que houver de excedente será transformado em créditos, que poderão ser utilizados nos 60 meses subsequentes apenas pelo próprio consumidor para abater seu consumo, mas não poderão ser comercializados com outros consumidores. Este mecanismo de acúmulo e utilização subsequente de créditos é chamado de sistema de compensação de energia elétrica (ou net-metering, em inglês).

Como faço para descobrir a solução mais adequada para a minha empresa?

Apesar das diferenças entre as modalidades, cada uma delas possui um grande número de particularidades e possibilidades, permitindo que diferentes fontes, tecnologias e arranjos comerciais sejam elaborados de acordo com as necessidades específicas de cada cliente. Para isso, a ENGIE conta com uma equipe de especialistas qualificados para ajudar seus clientes a desenvolverem soluções de Autoprodução e Geração Distribuída feitas sob medida, desde a concepção do projeto até sua instalação, operação e manutenção. 

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Texto produzido por Bernardo Villari.

 

 

Bernardo Villari, Coordenador de Inteligência Comercial de Soluções da ENGIE.