Apesar dos aumentos na tarifa do sistema interligado brasileiro, o alto consumo e desperdício de energia elétrica seguem resultando em contas de luz mais pesadas para o bolso dos consumidores. Além do fator financeiro, o uso inadequado da eletricidade tem impactos ambientais: o desperdício de energia elétrica faz com que recursos naturais sejam sobrecarregados.

É importante lembrar que fenômenos naturais também interferem no preço e na disponibilidade de energia, conforme observado em 2016, quando a seca ameaçou a geração energética do Brasil. Mas, quando o assunto é desperdício, está nas mãos de indústrias (as maiores consumidoras de energia do país), comércios, cidades e residências mudarem seus hábitos e planejarem sobre como economizar energia.

Pensando nisso, elaboramos uma lista com dicas e recomendações para reduzir o consumo energético. Confira a seguir:

1. Substituir lâmpadas

As lâmpadas incandescentes foram proibidas em 2016, dada a baixa eficiência do produto e como forma de corresponder à necessidade de combate ao desperdício de energia elétrica. Assim, houve o estímulo ao uso dos modelos fluorescentes e LED. Em termos comparativos, podemos considerar o tempo de vida útil das diferentes categorias de lâmpadas:

  • Incandescente – 750 horas
  • Fluorescente – 8.000 horas
  • LED – até 50.000 horas

Mesmo com a proibição, lâmpadas incandescentes ainda podem ser encontradas à venda. Para o consumidor, especialmente empresas, onde as lâmpadas chegam a ficar acesas continuamente por cerca de 12 horas diárias, é importante poder optar por modelos mais econômicos, sustentáveis e duráveis. Os números mostram que o desempenho das lâmpadas fluorescentes e LED são muito superiores às lâmpadas incandescentes.

Leia ainda: “Fluorescentes x LED: quais são as lâmpadas mais econômicas?

2. Atenção com o ar-condicionado

Com o calor tropical que predomina em grande parte do Brasil, o ar-condicionado muitas vezes é indispensável, especialmente em escritórios e comércios. Por ser um equipamento que demanda muita energia, é possível adotar algumas ações para otimizar o seu uso, como evitar a abertura das portas no local onde o ar condicionado está ligado, para que o aparelho não tenha que trabalhar mais para resfriar o fluxo de ar do ambiente.

Outra dica é manter o ar-condicionado ligado mesmo se você for se ausentar por pouco tempo, até meia hora, por exemplo. Ligar e desligar o equipamento leva a picos de energia e gera maior consumo energético

3. Eficiência na iluminação

Você sabia que disposição do ambiente de trabalho pode ser uma maneira eficiente de economizar energia? Isso mesmo. Fazer uma melhor distribuição das lâmpadas, deixar janelas livres, abrir o cômodo e pintar as paredes com cores claras são dicas criativas que podem reduzir o consumo de energia.

Falando em eficiência na iluminação e criatividade, em 2001, mecânico e inventor Alfredo Moser ganhou destaque nacional ao apresentar a lâmpada PET. A ideia surgiu à época dos apagões, no começo dos anos 2000. Sua invenção, que usa garrafa PET, água e cloro, possui uma potência que pode variar entre 40 e 60 Watts.

A ideia surpreendeu tanta gente que o mineiro de Uberaba firmou parceria com o MIT e o projeto já atinge um milhão de casas ao redor do mundo.

4. Medir o gasto de energia

A melhor forma de evitar gastos de energia é entendendo como este gasto ocorre e depois analisar onde se pode economizar. A ENGIE possui sua ferramenta própria de monitoramento e gestão de energia e utilities, que vem ajudando a combater o desperdício de energia elétrica em muitas empresas. Com o Follow Energy, é possível acompanhar em tempo real o consumo de energia, bem como ativar mecanismos de controle e redução de custos.

A ferramenta é totalmente online e permite o controle de consumo e custos de energia e outras utilidades (água, gás, etc.) a partir de qualquer lugar, via tablet, computador ou smartphone

5. Pesquise por selo de eficiência dos eletrodomésticos

Criado por meio de um Decreto Presidencial em 1993, o selo Procel indica o nível de eficiência energética dos produtos eletrodomésticos. Aparelhos de categoria A são os mais eficientes, seguidos pelas categorias B, C, D e E. Essa medição é realizada por centros de pesquisa credenciados do governo e busca o combate ao desperdício de energia elétrica.

Desperdício de energia

Selo Procel de Economia de Energia

A ideia é que empresas e residências passem a investir na melhoria da eficiência dos seus aparelhos, ajudando a reduzir o desperdício. Adotar esta atitude também representa uma vantagem para o consumidor, já que o barato pode sair caro todo mês na conta mensal de energia.

 

6. Tire aparelhos eletrônicos da tomada

Manter aparelhos ligados, em modo stand-by ou simplesmente plugados na tomada pode corresponder a até 10% do consumo na conta de luz. Segundo o Instituto Akatu, manter um DVD em modo stand by por um mês, por exemplo, consome a energia equivalente ao uso regular do aparelho  – cerca de duas horas, duas vezes por semana –  por quatro meses.

No caso dos computadores, se a pausa entre um uso e outro for pequena – em torno de 15 minutos – o melhor é deixá-lo ligado, apenas desativando o monitor. Já no caso de pausas mais longas, a melhor opção ainda é desligar o aparelho para evitar o consumo e desperdício de energia.

7. Cuidado no banho

O chuveiro elétrico pode ser um dos maiores vilões quando o assunto é desperdício de energia elétrica. Para economizar, é importante considerar dois fatores. O primeiro é analisar a potência do chuveiro escolhido, já que 6000 Watts equivalem a cerca de 100 lâmpadas acesas ao mesmo tempo. Em locais mais frios do país, os aparelhos no modo inverno podem representar um terço o consumo elétrico de uma casa.

O segundo é o tempo do banho, que além de economizar energia, também é uma ótima forma de economizar água.

8. Adquirir energia fotovoltaica

A geração da própria energia através do sol é uma das principais alternativas para reduzir o custo e buscar uma nova relação com a energia elétrica. A energia fotovoltaica não agride o meio ambiente, pois sua produção não emite gases do efeito estufa. Além disso, é capaz de resultar em uma economia de até 90% na fatura de energia, conectando sua empresa ou residência a um processo de geração energética focado em eficiência e sustentabilidade, ou seja, totalmente ligada à busca pelo combate ao desperdício de energia elétrica.

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