O setor industrial foi responsável por 34,4% do total de energia consumida no Brasil em 2020, de acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN), publicado este ano pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Um valor baixo, considerando o ano anterior, quando foi registrado 41%, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

O ano da pandemia desacelerou o setor, que tem seu desempenho no mercado medido pelo consumo energético, já que é o segundo segmento que mais demanda eletricidade, ficando atrás somente do de transportes. E se esse percentual não foi ainda menor, isso se deve aos subsegmentos alimentício e de bebidas, que mantiveram a produção em alta.

Beneficiadas pelas atividades essenciais, como supermercados, as fábricas de alimentos e bebidas permaneceram em plena atividade. Envasadores, pasteurizadores, refrigeradores e vapores continuaram movimentando as esteiras desses dois grandes consumidores de energia, que também se tornaram potenciais clientes de soluções em eficiência energética.

Solar: opção de energia renovável em indústrias de alimentos e bebidas

Garantir o uso eficiente de energia é quase uma questão de sobrevivência no setor industrial, já que um planejamento inteligente buscará a melhor forma de utilizar esse insumo, com consciência energética e produtividade. Foi esse caminho que alguns gestores procuraram para economizar e causar menos impacto ambiental.

Os resultados dessa adesão à eficientização não são recentes. Os registros vêm de antes da pandemia, como verificou-se no período entre 2011 e 2015, quando nem o crescimento populacional impediu a redução de 6,6% no consumo de energia. Um dos fatores que colaboraram foi a modernização fabril e a mudança na aquisição de energia.

Mas ainda há muitas indústrias resistentes a uma transformação que garanta eficiência energética em seus parques. Estima-se, por exemplo, que cerca de 20% dos motores usados por esse setor têm mais de 25 anos e são responsáveis por 26% da energia consumida no Brasil.

Cerca de 20 milhões de motores industriais funcionam no país com uma vida útil que varia de 17 a 40 anos, com tecnologia defasada, baixa performance e grandes emissões de gases do efeito estufa (GEE). Bem diferentes dos motores atuais, com altos índices de rendimento, energeticamente eficientes, econômicos e com baixa emissão de carbono.

Além dos altos custos gerados às indústrias e dos impactos climáticos e ambientais, essas emissões geram prejuízo econômico ao mundo todo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição do ar custa US$ 5 trilhões à economia global.

Energia solar: um aliado nos projetos industriais de eficiência energética

Projetos de eficiência energética são benéficos e fundamentais para a indústria, principalmente nos casos dos setores de alimentação e bebida, que, mesmo na crise, constataram crescimento de quase 1% de faturamento e 2,7% em produção em 2020, em comparação com 2019, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).

Esses benefícios são refletidos no meio ambiente e na sociedade e podem ter seu potencial de eficiência ampliado quando aliados a uma geração própria de energia renovável, principalmente a solar, uma matriz abundante e inesgotável.

Até pouco tempo, especialistas não conseguiam associar a geração solar aos projetos de eficiência energética. Mas, com a tendência de queda dos preços das energias renováveis e do crescimento da energia solar no Brasil e no mundo, percebeu-se que uma coisa pode ser aprimorada com a outra.

O diretor da American Council for an Energy-Efficient Economy (ACEEE) reforça a tese, afirmando que a escolha não deve ser “eficiência energética versus energia renovável”, para que se cumpram as metas de descarbonização.“Precisamos maximizar os dois recursos”, sugere Steven Nadel.

Estudo recente da Agência Internacional de Energia Renovável também indica a dobradinha: “A união de energias renováveis e eficiência energética ​​aumenta a parcela da carga fornecida, pois as cargas totais são reduzidas. Isso otimiza custos do sistema e emissões de CO2 em relação ao business-as-usual e cenários unicamente renováveis”.

EaaS: investimento em geração solar e retrofit sem custos para a indústria

Para empresas que buscam uma transformação energética, investir em uma infraestrutura eficiente é uma ótima alternativa, mesmo com retorno a longo prazo. Nesses casos, a locação de ativos tem sido uma tendência no meio corporativo, principalmente de usinas fotovoltaicas, algo que demanda um investimento inicial alto. 

A ENGIE, maior empresa brasileira na geração, comercialização e transmissão de energia, além de líder mundial em eficiência energética, se coloca como parceira de negócios no desenvolvimento de projetos, na construção de usinas solares e no fornecimento elétrico, sem que seja necessário que o cliente pague por essa infraestrutura.

Oferecemos uma parceria de negócio de médio e longo prazo, através do Energy as a Service. Nesta modalidade, a ENGIE viabiliza o investimento, entregando um benefício imediato ao cliente, com a possibilidade de transferência do ativo ao final do prazo contratual”, informa Fabrício Colle, gerente nacional de Produtos e Serviços em GD na ENGIE

O especialista, com mais de 20 anos no mercado de energia solar, explica que a facilidade adquirida no processo de solicitação de acesso, somada à redução dos custos de instalação, manutenção dos sistemas e possibilidade de parcerias de negócios a longo prazo, tornou a tecnologia fotovoltaica altamente atrativa aos investidores”

Essa mesma parceria é disponibilizada para o retrofit de equipamentos antigos, tornando o negócio mais competitivo e gerando menos impacto ambiental com a redução de emissões de carbono. Pelo EaaS, ficam garantidas, também, a manutenção e a boa performance dos novos equipamentos e máquinas. 

“O mercado está mudando e é preciso acompanhar esse movimento. Os consumidores procuram maior independência e enxergam na geração solar essa oportunidade”, conclui o gerente da ENGIE.

A ENGIE possui um catálogo completo de soluções de eficiência para indústria, entre em contato conosco para mais informações

Se você gostou deste artigo, confira outros títulos em nosso blog: