As mais de 573 mil indústrias brasileiras consomem cerca de 41% da energia elétrica do país, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A relação entre eletricidade e produção industrial é estreita: 50% dos custos é proveniente da energia. Assim, mostra que sendo um dos principais insumos dessa cadeia, é preciso encontrar meios de utilizá-lo de forma mais racional e econômica. É aí que entra a eficiência energética.

A eficiência energética consiste na geração ou uso de energia elétrica com menos recursos, mantendo a capacidade de produzir ou de realizar as mesmas tarefas, evitando o desperdício e mau uso da eletricidade. Apenas entre 2015 e 2017, o desperdício de energia custou ao Brasil mais de R$ 61 bilhões de reais, de acordo com o levantamento da Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

O cenário indica que há muito potencial para economizar energia e obter custos mais competitivos. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, analisou 1.167 plantas industriais da cadeia do alumínio, celulose e papel, cadeia siderúrgica, cerâmica, alimentos e bebidas e química.
Como resultado, a pesquisa projetou que em apenas uma primeira transformação da gestão de energia no processo produtivo, a economia nos segmentos mencionados já seria bastante significativa.

eficiência energética na indústria tabela

Processos revistos com a eficiência energética na indústria

O exemplo mais recorrente da eficiência energética é a troca de lâmpadas. Em uma residência, a substituição de lâmpadas incandescentes e fluorescentes por modelos com a tecnologia led reduz o consumo e o custo da energia elétrica, do mesmo modo que equipamentos eletrônicos podem ser substituídos por versões mais recentes e eficientes.

Na indústria, esse processo é mais amplo, pois envolve uma série de equipamentos que podem ser beneficiados, evitando perdas no sistema elétrico e respeitando o equilíbrio de fases.

Muitas empresas possuem máquinas com mais de duas décadas de funcionamento, idealizadas antes da sofisticação das tecnologias para a gestão de energia. Hoje, o mercado oferece motores com alto rendimento, mais eficientes e rentáveis a longo prazo quando comparados com os modelos antigos.

Além da troca de motores e máquinas por versões recentes e econômicas, a eficiência energética na indústria contempla adaptações, por exemplo, em transformadores, para que estes funcionem na faixa de potência nominal adequada para o rendimento desejado.

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Os sistemas de iluminação também podem ser revisados, com um diagnóstico sobre todos os componentes para atender a demanda de iluminação. Assim, reformas no projeto elétrico serão realizadas com o objetivo de gerar melhor desempenho, trazendo informações e mudanças na rede de luminárias, lâmpadas e perfil de uso.

Do mesmo modo, o sistema de ar condicionado deve ser utilizado na temperatura adequada para evitar perdas energéticas, com instalação de cortinas de ar para impedir o desperdício. No caso do uso de compressores e chillers, a utilização em plena carga é mais recomendada do que o uso concomitante de duas ou mais máquinas utilizadas com carga parcial.

Os sistemas de refrigeração também podem ser mais eficientes, com isolamento térmico das tubulações de líquido e gás e implementação de ferramentas para evitar a troca de calor entre os meios interno e externo.

A avaliação de quais processos devem passar por alterações é realizado por profissionais especializados. Ao optar por levar eficiência energética à sua indústria, é importante contar com um fornecedor reconhecido no mercado, a fim de obter a melhor performance do diagnóstico até a chegada da sua fatura de energia com valor reduzido.

Equipamentos mais eficientes e menor impacto ambiental

Ao elencar a gestão de energia elétrica como uma prioridade e direcionar esforços para a alcançar a eficiência energética, além de melhorar os resultados financeiros, a indústria reduz o impacto ambiental.

O relatório 2019 do Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel) mostra que a partir das ações de eficiência energética implementadas em 2018, a organização promoveu uma economia de 22,99 bilhões kWh, o equivalente a 4,87% do consumo brasileiro. O resultado impediu a emissão de 1,701 milhão tCO2, valor correspondente ao CO2 emitido por 584 mil veículos durante um ano.

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