Muitas indústrias e estabelecimentos comerciais utilizam gás natural ou resíduos produtivos que podem ser utilizados como combustível para aquecer água, gerar vapor ou alimentar processos internos que requeiram calor.

Apesar de atender as necessidades destes estabelecimentos, a conversão direta do combustível em calor por meio de aquecedores e caldeiras pode ser substituída por uma alternativa que não só continua fornecendo o mesmo calor, mas também gera energia elétrica e permite a redução do consumo de eletricidade da rede: a cogeração.

A utilização dos sistemas de cogeração de energia vem crescendo cada vez mais e são uma tendência mundial. Entre as principais vantagens para consumidores que escolhem essa alternativa estão a possibilidade de geração própria de energia elétrica e a elevada eficiência energética que o sistema proporciona, convertendo combustíveis tanto em energia térmica útil quanto em energia elétrica.

Sistemas de cogeração funcionam como geradores de eletricidade, mas se diferenciam pelo fato de serem projetados para fornecerem o calor residual do processo de geração elétrica a processos e atividades que necessitem deste calor.

Por proporcionarem um destino adequado tanto para a eletricidade quanto para o calor, a cogeração consegue converter até cerca de 90% do combustível em energia útil, sendo assim muito mais eficiente do que geradores termoelétricos, cuja eficiência normalmente chega a 45%.

De lá para cá: conheça a evolução dos sistemas ao longo dos anos

Os sistemas de cogeração não são uma novidade, com suas primeiras instalações datando do início do século XX, momento em que pequenas centrais de geração elétrica industriais começavam a surgir de forma descentralizada na Europa e nos Estados Unidos.

Entretanto, com a evolução dos mercados de energia elétrica, o surgimento de redes de transmissão e os ganhos de economia de escala, grandes usinas hidrelétricas e termoelétricas começaram a se tornar as principais fontes de eletricidade no mundo. Este movimento acabou reduzindo o interesse por alternativas de geração própria de forma distribuída, como a cogeração.

No entanto, esta tendência começou a se inverter nos últimos anos: a complexidade de construção das grandes usinas em paralelo com a evolução tecnológica de pequenas unidades geradoras, redução de custos e interesse em gerar a própria energia fizeram com que tecnologias como a cogeração passassem a se tornar novamente atrativas para os consumidores.

Cogeração de energia hoje e tendências para o futuro

Atualmente, são cerca de 650 usinas de cogeração em operação comercial no Brasil, representando 18,8 GW de capacidade instalada, mais de 10% matriz elétrica nacional, segundo levantamento da Associação da Indústria da Cogeração de Energia (Cogen).

Deste total, 62% vem da combustão a partir da biomassa da cana-de-açúcar, 17% por unidades movidas a gás natural, e 15% do licor negro, um subproduto do processo de tratamento químico da indústria de papel e celulose. Observa-se, também, o crescimento dos empreendimentos de biogás, que chegaram ao número de 53, representando 387 MW e mais de 2% da atividade.

A expectativa é que ocorra, nos próximos anos, um aumento significativo da procura por soluções de cogeração a gás natural e biogás, em função do Novo Mercado de Gás.

Com o desenvolvimento de um mercado estruturado de gás natural, deve-se verificar um aumento considerável da competitividade da fonte, reduzindo preços e permitindo que o gás natural seja cada vez mais atrativo para indústrias e empresas em projetos de cogeração.

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Texto produzido por Bernardo Villari

 

Bernardo Villari

 

Bernardo Blasi Villari é Coordenador de Inteligência Comercial de Soluções da ENGIE