O mercado tem se mostrado animado com as expectativas, frente ao Novo Marco Legal de Saneamento Básico. A mudança na legislação promete transformar o setor no Brasil e tem a meta de levar água e esgoto para mais de 90% dos brasileiros, até 2033. Os investimentos no pós-pandemia podem chegar a R$ 20 bilhões, gerando emprego, qualidade de vida e saúde à população; aquecendo a economia e contribuindo para a conservação do meio ambiente. 

Além do setor de saneamento, as indústrias de construção civil e de máquinas e equipamentos devem ser beneficiadas com a mudança na legislação. Esse crescimento da atividade industrial vai levar a um aumento no consumo energético, algo já esperado e que precisa ser muito bem planejado e administrado para que a nova oportunidade de negócios não gere despesas além das programadas.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, as indústrias consomem 43,7% da energia elétrica do país. Nas companhias de saneamento, esse consumo representa, em média, 12,2% dos gastos, chegando, em alguns casos, a 23,8% nas operações para tratamento de água e esgoto. Mesmo durante a pandemia, não houve queda no percentual energético nessas empresas, já que o segmento não foi afetado, fazendo com que o consumo do setor responda, hoje, por 2,6% do PIB do país, de acordo com o Centro Brasileiro de Informação de Eficiência Energética (Procel). 

É possível economizar com energia para compensar investimento 

Os maiores culpados por esse alto consumo industrial são os motores de força motriz, responsáveis por 68% da energia elétrica utilizada no segmento, o que equivale a 25% de toda a energia do país. A indústria de saneamento é uma dessas empresas que usa os motores elétricos em suas operações, onde encontramos a clara diversidade de unidades presentes, basicamente, nos subgrupos tarifários A4 e B3.

Os conjuntos motobomba, por exemplo, tornam possíveis os processos que tratam, distribuem água tratada e recolhem o esgoto sanitário para tratamento, demandando muita energia elétrica e tornando o insumo o segundo maior gasto para as empresas de saneamento. O custo presente desses motores em uma fatura também podem ser impactados pela injeção de reativos na rede, diferente do consumo ativo que temos em nossa distribuição e que irá gerar um custo de multa para suas unidades.

Essa realidade energética, somada aos investimentos que as companhias precisarão fazer para estarem aptas às oportunidades que surgirão com o novo marco, torna necessária e urgente uma gestão de energia estratégica e inteligente que aponte meios para gerar economia, produtividade e competitividade, de forma sustentável.  

“Um grande consumidor de energia, com potencial de crescimento, precisa estar preparado, com um planejamento energético personalizado, para otimizar gastos e criar oportunidades de negócio. Só um gerenciamento inteligente, aliado à tecnologia, pode oferecer esse suporte, minimizando riscos e oferecendo vantagens sobre a concorrência”, indica o engenheiro Felipe Figueiró, especialista em gestão de energia, na ENGIE.

ENGIE: consultoria, sistemas automatizados e parceria de negócios

Segundo o especialista, são muitas as alternativas que podem ser adotadas por essas indústrias para reduzirem custos e aumentar a produtividade. Elas vão desde a adoção de sistemas automatizados de monitoramento e gerenciamento energético e de utilidades; como o Follow Energy, da ENGIE, capaz de fornecer dados do consumo em tempo real, KPIs específicos para a área do saneamento (R$/m3) e programar o horário de acionamento de climatizadores e iluminação, remotamente; até a migração para o mercado livre de energia.

Hoje, mais de 80% das indústrias brasileiras estão neste Ambiente de Contratação Livre e,  segundo dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), o saneamento representa 2% deste consumo. Essa é uma ótima forma de otimizar gastos, com amplas condições para negociar energia, definindo volume, sazonalização, fornecedor, preço e prazo de fornecimento.

“Com a orientação de uma gestão especializada, essa empresa vai poder negociar, identificar, diagnosticar riscos, monitorar o mercado e o processo de aquisição de energia, com independência, transparência e cotações diárias com os maiores e melhores fornecedores do mercado”, aponta o engenheiro.

Como investir na troca de maquinário sem custo para a empresa

Outra importante opção de economia e aumento de produtividade, segundo o consultor Felipe Figueiró, é a substituição de maquinários antigos por novos, mais modernos e de alta eficiência e bem dimensionado ao caso. Esse é o tipo de investimento necessário, em muitos casos, e que pode ser feito através de uma parceria de longo prazo, com empresas que utilizam o modelo “Energy as a Service” para serviços em energia, como a ENGIE, conforme explica o especialista.

“Existem casos em que o retrofit é indicado, mas nem sempre a melhoria de ativos antigos resolve o alto gasto com energia, os impactos de multas geradas pelos dispositivos e os percentuais alarmantes de emissão de CO2. O ideal mesmo é a renovação do parque industrial. E isso é possível realizar sem investimento inicial para a empresa”, orienta. 

A ENGIE, por ser consolidada, com mais de 20 anos no mercado brasileiro, líder no setor e comprometida com a economia de baixo carbono, investe em negócios que queiram iniciar sua transição energética, substituindo infraestruturas com alto consumo de energia por outras, inovadoras e sustentáveis. 

“A ideia é trocar o investimento em ativos pelo investimento em serviços, CAPEX por OPEX, obtendo ganho financeiro e operacional, com baixo impacto ambiental. Um negócio bom para as indústrias, bom para o mercado e que reflete positivamente no meio ambiente e na sociedade”, conclui Felipe.