A partir de agora, as câmeras da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) atuarão, também, como um instrumento de combate à covid-19. Além de monitorarem o tráfego da cidade — os equipamentos serão usados para detectar aglomerações — com a ajuda de um software de Inteligência Artificial conectado ao controle dos equipamentos no Centro de Operações Rio (COR). A tecnologia, desenvolvida pela ENGIE, permitirá identificar grupos de pessoas com uma distância mínima de até 0,5 metro entre elas.

“Conseguimos, em tempo recorde — 3 dias — adaptar uma plataforma da ENGIE, que já faz a contagem e classificação de veículos para a CET-Rio, para identificar focos de aglomeração de pessoas, utilizando imagens de monitoramento, com base em diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) para riscos de contágio”, declara Leonardo Serpa, diretor-presidente da ENGIE Soluções.

Sistema calcula distância e emite sinais de alerta em casos de aglomeração

De acordo com Serpa, o sistema emite três sinais de cor para o painel do COR, que poderão acionar o Disk-Aglomeração da Secretaria de Ordem Pública (Seop), caso seja necessário.

“O sinal será verde, quando o distanciamento estiver no limite permitido, acima de 1,5 metro (recomendação da OMS). Será amarelo, se a distância entre as pessoas estiver entre 1,5m e 75cm e vermelho, quando esse distanciamento estiver abaixo de 75cm, desrespeitando o afastamento, ” explica.

Com esses dados em mãos, a CET-Rio pode comunicar à guarda municipal, que, por sua vez, poderá agir de forma proativa, dissipando a aglomeração. Ou até mesmo agir de forma planejada, identificando as áreas de afluência de pessoas, como saídas de estações de trem e metrô, por exemplo, e providenciar uma solução que evite esse ajuntamento.

O diferencial da tecnologia utilizada pela ENGIE

A prefeitura já conta com dois recursos para avaliar aglomerações. Um deles consegue georreferenciar os locais com maior probabilidade de aglomerações, com base em aparelhos ligados. Já o outro que permite estimar, também pelas câmeras da CET-Rio, qual o número de pessoas circulando em determinadas vias e calcular, após determinado tempo, o índice de isolamento social. O diferencial do software da ENGIE para os demais é que ele possibilita que a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) faça operações quase que em tempo real.

A plataforma já foi testada na segunda e terça-feira, 11 e 12 de maio, e identificou aglomerações em vários pontos da zona sul, como Copacabana e Ipanema. Além de uma concentração excessiva de pessoas no entorno do Maracanã, Tijuca, Méier e outros bairros da zona norte, assim como da zona oeste, mais especificamente na Taquara e Praça Seca.

“Vale ressaltar que essas imagens são de uso exclusivo da Prefeitura e nós, da ENGIE, não violamos o direito de imagem das pessoas, que é assegurado pela Constituição”, destaca o Leonardo Serpa. Ele declara ainda, que o sistema foi cedido sem custos para o município, numa forma de colaborar na guerra contra o coronavírus, utilizando seu know-how tecnológico para garantir a saúde da população.

A novidade foi amplamente noticiada em várias mídias. A revista Exame e o jornal Extra foram alguns dos veículos que publicaram matéria sobre a nova tecnologia utilizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro contra a covid-19. O Bom Dia Rio, noticiário matutino da TV Globo, entrevistou Leonardo Serpa, que explicou com detalhes para os telespectadores sobre o funcionamento do sistema. Confira a entrevista no Globoplay neste link.

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